Páginas

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dilma abre mais de 10 pontos de vantagem

Encerrei o post anterior comentando que se o PT não subisse o tom da campanha, possivelmente veríamos Serra na frente das pesquisas disputadas essa semana.

O PT, de fato, contra-atacou. Dilma foi mais incisiva nos debates, a propaganda na TV foi mais agressiva, deixando um pouco de lado o "paz e amor" e a pasmaceira que tomou conta do reinício da campanha e o tema do aborto, que tanta dor de cabeça causou à candidata do governo, perdeu força, com Serra empurrando o assunto para o esquecimento a partir da divulgação que sua esposa teria cometido aborto no Chile.

As denúncias envolvendo Paulo Preto e a lembrança do caráter privatizador do projeto representado por Serra, também devem ter abalado a campanha tucana. Ademais, Serra, no afã de atacar a adversária, acabou, em muitos momentos, ultrapassando o limite do bom senso e baixando o nível, o que sempre pode ter um efeito contrário no eleitor. Ao invés de desprezo, o acusado ganha solidariedade.

O fato é que depois de um início promissor, de muita empolgação, parece que a "onda azul" também perdeu força. Segundo as pesquisas divulgadas neste meio de semana, pelo Vox Populi e o Ibope, a vantagem de Dilma subiu acima dos dez pontos, considerando os votos válidos. Quando o resultado do Vox foi anunciado, o PSDB desdenhou, qualificando a pesquisa como uma "canalhice". Após a dibulgação do Ibope, reforçando o resultado, já não houve comentários.

Uma vantagem de mais de dez pontos faltando pouco mais de uma semana para as eleições deveria ser suficiente para o prognóstico de uma vitória tranquila de Dilma. Entretanto, sabemos que esse período é ainda uma eternidade. Muitas "denúncias" surgirão daqui até o outro domingo e pouco importará se elas têm ou não fundamento, o importante é fazerem barulho. Houve ainda a confusão entre militantes do PT e do PSDB hoje, que terminou com o Serra sendo atingido por um rolo de fita crepe, que, possivelmente, será muito explorada nos próximos dias e que, talvez, tenha algum efeito nos eleitores, ainda que tenha sido uma bobagem.

Por outro lado, os institutos de pesquisa não saíram do primeiro turno, exatamente, como fontes muito confiáveis. Diga-se a seu favor, que eles captam tendências, não são videntes ou capazes de darem resultados exatos. Porém, na eleição de 3 de outubro, cravaram vitória de Dilma sem segundo turno e erraram a expressiva votação da Marina.

1 participações eufórico melancólicas:

Diogo disse...

Não confio em pesquisa, mas acho que a Dilma já está eleita.