sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Passei pela qualificação: mais uma etapa cumprida

Esse ano está sendo "pauleira". Dois empregos e mais um doutorado e esse blog, coitado, ficou a ver navios. Já ando lendo e escrevendo tanto, forçando a caixola das sete e meia da manhã às duas da madruga praticamente de segunda a segunda, que sentar e me dedicar com tempo ao Euforia tornou-se uma tarefa quase impossível.

De qualquer forma, mesmo que parecesse, não considerei esse blog encerrado em nenhum momento. Aliás, andei lendo por aí, no Pensar Enloquece, que os blogs estão condenados com a popularização do Twitter e do Facebook. Bom, não utilizo, pelo menos por enquanto, essas duas ferramentas, mas, principalmente em relação ao Twitter, desconfio de algo que só possa ser expressado em 140 caracteres.

Por ora, tenho apenas orkut, que uso mais para debater em duas ou três comunidades, e este blog, semi-abandonado.

Bom, mas retornei a escrever após passar uma data que eu havia estabelecido como simbólica, o dia 02 de outubro. Antes disso havia estabelecido para mim mesmo que não voltaria ao blog. É que nesse dia passei pela qualificação do doutorado. Quem já passou pelo mestrado ou doutorado sabe o que significa esse ritual, mas para quem ainda não viveu esta experiência, trata-se de um momento, mais ou menos na metade, ou mais próximo ao final, no qual você é avaliado por uma banca de professores, tendo por base seu texto preliminar.

É um processo tenso, no qual a obrigação da banca ali é "pegar no pé" mesmo, chamando a atenção para todas as pontas que estão soltas em seu trabalho. Chovem sugestões, conselhos e "broncas acadêmicas" sobre você e depois disso só resta sentar e filtrar o que é válido do que não poderá ser aproveitado.

Chegar a essa qualificação foi um grande desafio. Esse doutorado está sendo um longo e complexo desafio, que por várias vezes foi deixado de lado, mas que do final do ano passado para cá foi retomado com força e disciplina. Passada a qualificação, tenho ainda mais uma longa jornada pela frente, provavelmente mais um ano e meio, ao menos.

Fácil não é. Mas também já foi mais difícil. Não estou escrevendo a tese que sonhei, quando ingressei no doutorado, os problemas foram (e são) muitos, de todas as ordens, entretanto estou satisfeito com o que foi produzido, principalmente neste ano, com todas as dificuldades advindas da extensa carga de trabalho além do próprio doutorado, que já seria, por si só, ocupação suficiente.

0 participações eufórico melancólicas: